segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Mudanças na Paisagem Urbana Lajense

Prefeito Paulo Roberto (Neno) radicaliza, derruba árvores, derruba construções tradicionais e revitaliza a Avenida Arlinda Véras, constrói uma praça de multieventos e agrada os amantes da noite lajense.


Apesar das críticas o projeto de urbanização foi bem sucedido, foram demolidos o bar Beira Rio, o bar do Nelson Braz e a lanchonete do Anatole, restando o Castelinho e uma paisagem mais livre na avenida Arlinda Véras.



Criticado por boa parte da sociedade lajense o prefeito Paulo Roberto (Neno) muda radicalmente a paisagem urbana de São José da Laje. Alguns dizem que o prefeito é vítima de um trauma proveniente "da outra vida" na qual certamente morreu enforcado numa árvore, devido a seu gosto por derrubar árvores. O fato é que foram derrubadas árvores tradicionais, de mais de 20 anos de existência na avenida Arlinda Véras, aí incluem-se as nogueiras e o imenso mulungú, outrora símbolo da Laje, restando apenas os "oitizeiros" sob os quais foram implantados brinquedos, formando um parquinho para a criançada.

Atualmente a praça não é somente frequüentada por aqueles que querem tomar uma cerveja e ouvir música de barzinho, as famílias voltaram a praça, como faziam antigamente, quando as pessoas tinham opções de lazer mais voltadas para o convívio social. Sábado passado houve uma aula da escola bíblica da Igreja Evangélica Batista Filadelfia na praça.




Este blog do Antonio Neto Século XXI visa expor a opinião deste lajense sobre os fatos que acontecem na cidade, e sem querer me ater aos casos apontados pela oposição ou pela situação, as quais estão mais fortes agora (devido as proximidades das eleições municipais), neste caso, da praça, não acho que o prefeito sofra de um trauma originado de outra vida mas suponho que deveria ter sido melhor aproveitado um projeto de urbanização que aproveitasse boa parte das árvores que ali existiam, já que eram muitas, escondendo facilmente entre elas qualquer pessoa mau intencionada. Deveria ter sido preservado o mulungu, enorme que lá havia (se fosse possível). Mas a administração municipal está de parabéns, a praça deixou de ser um lugar de poucos (os que frequentavam os bares) para voltar a ser de todos (eles e a maioria dos lajenses). Nas noites quentes da Laje tem um refúgio para aproveitarem os ventos frios da época.




terça-feira, 9 de outubro de 2007

Igreja Matriz de São José em Obras.

Depois de mais de 2 anos de esforços do padre Antonio Alexandre a reforma da Igreja Matriz de São José foi iniciada. Estão sendo feitos reparos na faixada externa e interna, além da pintura necessária. A mais de 2 anos o padre Alexandre vem juntamente com a comunidade católica lajense, angariando fundos para a empreitada que promete entrar para a História como uma das mais profundas que São José da Laje já viu no templo católico. A Igreja vista na foto acima teve suas obras iniciadas em 1922 pelo coronel Carlos Lyra, proprietário da Usina Serra Grande, com sua morte em 1927 teve suas obras paralizadas, mas a viúva e seus filhos retomaram-na e a concluíram em 1929. O estilo de sua arquitetura põe o templo católico como um dos mais belos do interior alagoano, e no topo dos templos contemporâneos no país.
Esta reforma veio em tempo oportuno uma vez que toda a avenida Arlinda Véras está sendo reconstruída, com os bares (do Nelso Braz e do Pelé e a pastelaria do Anatole) tendo sido demolidas e um novo projeto urbanístico sendo implantado, está sendo construída a praça de Multieventos Reginaldo Batista (onde antes haviam as quadras de esporte), obras estas a serem inauguradas no próximo dia 12.
Confira abaixo um resumo da história da igreja católica em São José da Laje, disponível na monografia de conclusão do curso de Licenciatura em História: São José da Laje: Revivendo Memórias da Enchente de Março de 1969, que pode ser baixado gratuitamente clicando aqui.
"Entre 1820 e 1829 foi erguida por José Vicente de Lima uma capela em invocação a São José. No ano de 1893 foi firmado um convênio com a Diocese de Maceió, pelo qual a paróquia de São José da Laje ficaria sob administração de padres do Sagrado Coração de Jesus (SCJ) por um período de 100 anos. A razão para esse acordo não pude apurar, mas pude confirmar como testemunha que foi cumprido, quando em 1993 os Padres Marcos e João (SCJ) passaram a administração paroquial para a Diocese de Maceió (...)
Pontes (1980) nos diz que a capelinha construída por José Vicente de Lima teve um primeiro período de 55 anos como capela, depois experimentou mais 55 anos como matriz. De 1929 a 1969, portanto 40 anos depois, voltou a ser capela porque a Igreja de São Carlos (este seria o nome da igreja construída pelo coronel Carlos Lyra) teve sua construção acabada e a sede da paróquia foi transferida para a nova Igreja, assumindo esta a condição de Matriz de São José."