sábado, 23 de fevereiro de 2008

Extensão da UFAL em São José da Laje!


Foi publicado no Diário Oficial da União de 18/01/2008 o credenciamento do município de São José da Laje para participar como parceiro da UFAL na oferta de Cursos Superiores no regime a distância.
Parece um sonho, mas nossa amada São José da Laje finalmente vai ter uma extensão da Universidade Federal de Alagoas, e não é qualquer coisa não, é UNIVERSIDADE FEDERAL, na Laje.
Durante o 2º governo do ex-prefeito Luiz Daniel, foi implantado o pólo de EAD (leia-se Educação a Distância) para oferecer a cerca de 300 alunos o curso de Pedagogia, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, apoiado por outros municípios da zona da mata, dentre os quais Ibateguara, Branquinha, Messias e Flexeiras. A época o vestibular foi oferecido exclusivamente aos professores vinculados às redes de ensino dos municípios envolvidos, isto é: "Só poderia prestar vestibular quem fosse professor da rede pública municipal dos munícipios que formaram o consórcio".
A parceria foi bem sucedida e o novo convênio firmado implantará aqui na Laje 3 cursos.
No entanto, no último vestibular da UFAL, para cursos a distância, em meados de abril de 2007, dentro do projeto UAB (Universidade Aberta do Brasil - MEC), que ofereceu cursos de Pedagogia, Física, Matemática e Sistemas de Informação (UFAL) e Turismo (CEFET-AL), a UFAL ofereceu a maioria das vagas a professores das redes estadual e municipal pública de Alagoas.
Essa forma de ingresso deve ser revista, em minha opinião (um blog é pra isso mesmo).
A UFAL alega que a carência de professores nas áreas de Exatas força para seja oferecido este curso aos professores das redes públicas, como incentivo a formação nestas áreas. No entanto o tiro saiu pela culatra e o curso de Matémática foi o menos concorrido no último vestibular, nas vagas oferecidas para este público específico.
A Prefeitura Municipal de São José da Laje, deve negociar para que a Universidade Federal de Alagoas abra suas vagas a qualquer interessado, como qualquer outro vestibular, em respeito a isonomia prevista na Constituição Federal de 1988. Ou ao menos dividir as vagas por príncipios menos excludentes.
O que acontece é que com a maioria das vagas sendo oferecidas a um público específico com o apoio de um ente estatal de direito público, por uma universidade federal pública e gratuita, as notas do vestibular são baixas e não garantem que foram selecionados melhores candidatos para desempenharem as funções precípuas de quem obtiver a Licenciatura.
A qualidade do curso também passa pela qualidade do alunado. Quanto mais diversas forem as origens deste alunado maiores serão as chances de democratização do saber.
Lajenses e cidadãos da Zona da Mata, vamos negociar para que as 300 vagas possam realmente contribuir para a melhoria do ensino público das nossas cidades!
Fonte e foto: Alagoas 24 horas.
Acesso em 24 de fevereiro de 2008.