domingo, 29 de novembro de 2009

Hasta la vista!

Segunda-feira, meu primeiro dia de trabalho em Colônia de Leopoldina...
(Preparado para publicação em 30/11/2009)


Hoje fui passear pelas ruas da cidade,

São José da Laje agora é minha pousada,

Deixo aqui amigos, filho, lembranças

E a mulher amada...



Não quero dizer que não voltarei,

Este é o meu desejo para um futuro próximo

Porque aqui começarei, neste tempo,

Uma revolução de pensamentos e ossos...



Vi a prefeitura municipal

toda pronta, com muitas luzes, um jogo,

E a praça Clarício Valença também celebrando o Natal

Iluminada com bolas de fogo...



Quando no calor leopoldinense

Meus pensamentos e saudades trazerem-me aqui,

Lembrarei da brisa lajense

E fecharei os olhos para sentir,



Sentir que posso voltar no final do expediente,

Que não estou preso!

Que na Laje tenho meu castelo

E dentro uma família real para receber-me com um bejio...



E tchau.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Faleceu Hoje José Pereira Neto (Drº Neto).

É com pesar que informo aos meus conterrâneos ausentes e presentes que faleceu nas primeiras horas de hoje aos 57 anos de idade o médico e pecuarista José Pereira Neto, mais conhecido entre nós como Drº Neto, filho do senhor "Juca de Moça".

Drº Neto, como era mais conhecido nasceu em 25/12/1952, foi um presente de natal para sua família. Viveu toda sua vida em São José da Laje, excetuando-se aí o período em que se dedicou aos estudos. Filho do "Seu Juca de Moça", pertencia a uma família de pecuaristas muito respeitada e conhecida por todos desde o início do século passado, seu pai ainda vivo, assim como ele representavam uma classe de pessoas conhecidas por sua firmeza de palavra e honra nos negócios em que eram partes.

Aqui em São José da Laje Drº Neto foi político, tendo assumido por 3 legislaturas a vaga de vereador no nosso parlamento municipal, seu sonho era ser prefeito em nossa cidade e devido a isso aliou-se com as mais diversas correntes políticas lajenses, recentemente fora candidato a vice-prefeito em 2004 pelo PT na chapa encabeçada por Marcio Lyra (Dudui), naquela eleição derrotado pelo ex-prefeito Paulo Roberto, o Neno da Laje.

Como retaliação, a portaria de nº 1, do Gabinete do Prefeito em 01/01/2005 foi a devolução do médico José Pereira Neto (Drº Neto) ao governo do Estado de Alagoas (onde era funcionário), sinceramente acredito que o Neno não tem muito o que se orgulhar deste ato, uma vez que se mostrou um mau ganhador, tanto quanto os maus perdedores que existem na política brasileira.

Devido a isso o médico Drº Neto, ultimamente desempenhava suas funções na vizinha de cidade de Ibateguara, acredito também em sua casa como é natural aos médicos aqui residentes quando procurados pelos lajenses.

Trabalhamos Juntos

Em 2000, o então aliado do prefeito Neno (gestão 1997-2000) Drº Neto substituiu a Drª Maria do Socorro Teotônio (Drª Maria) a frente da Secretaria Municipal de São José da Laje.

Neste momento foram entregues equipamentos tais como balanças e mochilas além da apresentação do novo secretário.

Mais tarde, já durante a administração de Luiz Daniel (2001-2003) e Dudui (2003-2004) trabalhamos na Equipe de Saúde da Família do Centro 2, cuja sede é até hoje na Av. Arlinda Véras. Como médico da equipe de saúde já havíamos trabalhado antes durante alguns meses na Equipe de Saúde da Família do Juriti, mas a experiência foi maior desta última vez.

Casos e Causos

Drº Neto era uma figura alegre mas ao mesmo tempo firme. Em alguns momentos entre uma visita e outra conversava bastante conosco (eu era então agente de saúde).

Lembro-me que em um dos seus causos e casos ele contava que estudava em Maceió, numa época em que os rapazes "estudados" eram muito cobiçados para trabalharem no comércio, as pessoas com bons estudos eram poucas na época. Seu pai o havia enviado para a capital tão somente para estudar e voltar de lá "Doutor". Drº Neto jovem, resolveu, mesmo com a ajuda que seu pai lhe mandava, arrumar um emprego. Disse-me ele que um dia foi surpreendido por "Seu Juca" no seu posto de trabalho, furioso por encontrá-lo trabalhando quando deveria estar dedicado exclusivamente aos estudos, segundo ele seu pai lhe disse: "Quer trabalhar? Vamos lá pra fazenda! Eu mandei você aqui para ser Doutor não foi pra trabalhar de empregado numa loja não!".

Seu Juca deve ter ficado muito feliz porque seu filho amado tornara-se realmente um Doutor...

E é pra isso que os pais trabalham mesmo não é? Dar aos filhos a melhor educação possível!

Paixão pela Terra!

Drº Neto era um homem de vida simples apesar de médico e pecuarista não largava mão de um bom cavalo e de trabalhar todos os dias junto dos seus empregados nas suas propriedades. Quando arrendatário da fazenda hoje do Senhor Reginaldo Batista, na entrada da cidade, era possível vê-lo as 6 horas da manhã "na lida" diária da fazenda, era um verdadeiro "Doutor Cowboy".

Uma mensagem aos seus familiares

Recebi a triste notícia de que estava doente do próprio Drº Neto. Sempre animado o vi chegar ao meu local de trabalho triste, seu semblante não era o de costume, então cumprimentei-o e me disse que estava numa grande batalha. Falou-me de sua luta não como cliente da instituição financeira onde trabalho mas como o colega do posto de saúde. Fiquei triste mas não demonstrei, apertei-lhe a mão e disse que venceria.

Bom, hoje dia 20 de novembro estava eu chegando a agência do Banco do Brasil em Colônia de Leopoldina, por volta das 8 horas quando o colega conterrâneo nosso "Betão" falou-me de sua partida aos braços do Senhor Deus. Senti que a nossa Laje perdeu um grande cidadão, sem demagogia alguma. Liguei para meu ex-chefe, já aposentado e comuniquei o fato, lamentou que por estar no Recife não poderia vir a seu velório. Eu fui mas não tive coragem de entrar e vê-lo como eu estarei um dia, no sono profundo do descanso eterno, e como vi gente que eu amava, não consigo ver um amigo partir e não saber o que dizer para confortar seus familiares, sinto-me impotente. Já perdi um irmão e sei a dor que sentem neste momento. Mas as pessoas que amamos são imortais, podem viver para sempre em nossos corações. Nossas boas lembranças os farão viver para sempre.

A fé em Deus confortará a todos.

Fica aqui minha homenagem ao amigo que partiu aos braços do Senhor Deus Jeová!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

De São José da Laje para Colônia de Leopoldina

Em maio de 2005 fui convocado para assumir um emprego público conquistado com muito esforço no concurso público do Banco do Brasil em 2003. Fui convocado para trabalhar na agência Marechal Deodoro mas tive a oportunidade de permutar a vaga com um colega e fiquei na minha amada São José da Laje, não me arrependi.
Mas o conforto e a comodidade de trabalhar na cidade onde eu vivi e viverei muito tempo ainda na minha vida não iria durar para sempre e nesses 4 anos adquiri conhecimento e incorporei o desejo de ir adiante na empresa que me possibilitou tranquilidade estabilidade emocional, financeira (o salário é baixo mas a gente não precisa ficar com medo, todo mês cai no dia certo).
As oportunidades surgiram e não estava pronto para algumas mas continuei na luta e surgiu a tão esperada vaga em Colônia de Leopoldina, junto do amigo Betão, com quem trabalhei 2 destes 4 anos aqui na Laje.
Fui promovido e incubido de uma nova missão, estarei junto aos cidadãos de lá, mas pensando sempre nos daqui, porque aqui ficará toda a família e voltarei nos fins de semana para a brisa da Laje.
Assim como não decidi ficar na Laje por falta de oportunidade, pois quando convocado para o BB fui para Marechal Deodoro (e permutei a vaga para Laje) e estava nomeado Escrivão de Polícia Civil do Estado da Paraíba (vide D.O da PB 12/04/2005 www.paraiba.pb.gov.br), agora estou indo por necessidade de conhecer e conquistar novos lugares na vida profissional, porém tudo teve por base o aprendizado na Laje, com o meu povo lajense, sem sua compreensão eu não teria chegado a lugar algum.
História e Currículo
Fui aluno da professora Madalena Cardoso (graças a Deus ainda viva) na Escolinha São Luiz na rua da Matança (oficialmente Umbelino Valença), depois no então Grupo Escolar Carlos Lyra (onde só fiquei uns meses) e Grupo Escolar Presidente Médici (1ª a 4ª série), mais tarde voltei ao Carlos Lyra para cursar a 5ª e 6ª séries e mais tarde conclui o primeiro grau no Benício Barbosa. Como quase todo lajense da minha época (final dos anos 90) conclui o curso Técnico de Contabilidade em 1999 no São José (sim o diretor era "Seu Assis" e a secretária "Dona Zita").
Em 2001 ingressei na Universidade Federal de Alagoas no curso de Licenciatura em Hístória (disciplina que adoro), casei (mas só fui pai em 2003) e passei por muitas dificuldades financeiras que de uma forma ou de outra marcaram minha vida.
Meu salário era de R$ 180,00 e minha esposa estava desempregada após não ter sido aprova do no concurso da Prefeitura (época de Luizinho), nosso aluguel era de R$ 70,00 (na vila de Zé Barraqueiro). Em 2004 fomos aprovados no concurso para Agente de Saúde e nós dois começamos a trabalhar, foi um ano abençoado. Mudamos para uma casa maior, saímos de uma de R$ 55,00 (na rua Ernesto Bezerra - Passagem de Maceió) e fomos para uma de R$ 80,00 na rua Pref. Antonio Ferreira).
A esta altura ainda esperava pela nomeação na Paraíba e no Banco do Brasil aqui em Alagoas, mas parecia que não viria. Tudo veio no mesmo mês. E minha esposa aprovada em 2004 no concurso da Empresa Brasileira de Correios e Telegrafos - ECT também esperava por dias melhores.
Tenho que ir trabalhar, mais tarde continuo a postagem.

sábado, 7 de novembro de 2009

Sejam Bem Vindos ao Verão Lajense!

O calor explode no coração de São José da Laje. No Bar do Mita, lá na rua do Pontilhão a cerveja gelada espera pelo lajense que vem matar as saudades da sua terra natal. Por todo o território lajense, rios e cachoeiras esperam a visita dos seus filhos mais saudosos...
Apesar de não estarmos tão distantes das praias de Maceió e Maragogi (via BR 316 a rodovia federal que liga Ibateguara a Colônia de Leopoldina, daí Palmares, e finalmente Maragogi), a visita a uma destas é inviável para os lajenses que têm pouco poder aquisitivo.
Mas nem por isso ficamos sem nossos banhos de cachoeiras e rios. Nossa região é privilegiada com lugares divertidos e inusitados, abertos ao público ou privados, mas lindos como tudo tem que ser na Laje.
Esta semana estive na Inhumas, Maria Maior (USGA) e também na Serra da Catita, entre Ibateguara e Colônia de Leopoldina e captei algumas imagens para que meu amigos do blog vejam e se deliciem de saudades da nossa terrinha...
Veja o slide abaixo: