sábado, 25 de julho de 2009

As Histórias da Família Sarney e a Gestão de Pessoas no Setor Público

Enquanto o Brasil inteiro fica escandalizado com a política de recursos humanos do Senado Federal os funcionários de empresas de economia mista, as quais têm participação pública e privada, sendo que o governo possui maioria das ações, sofrem com esta política todos os dias nas manobras que se escondem por trás da "Ascenção Profissional".

Uma grande empresa de economia mista no segundo trimestre de 2009 estava para reorganizar sua política de gestão de pessoas. Dentre as vantagens a serem oferecidas a seus colaboradores estavam bolsas de graduação, pós, cursos de qualificação profissional e ampliação de assistência social prestada.
Um ponto polêmico dentre todo o pacote foi a inserção de proibição de que funcionários lotados em suas unidades não pudessem sair de lá antes de completados 2 anos da posse inicial ou derivada, em caso de promoção.
O que foi feito então?
Alguns funcionários desta dita empresa conseguiram estranhamente com 1 ano, 1 ano e meio ou menos superar-se entre seus colegas, revelando-se no discurso dos patrocinadores (os padrinhos) com uma competência acima da média. Estes foram promovidos imediatamente, antes que as atuais mudanças entrassem em vigor.
Nas unidades em que se poderia abrir uma vaga este candidato "escolhido" foi automaticamente nomeado pelos seus gerentes com anuência da diretoria regional, quando isto não foi possível as vagas em outras unidades próximas foram tomadas de assalto (em tese todos os funcionários interessados deveriam concorrer a função oferecida, a qual deveria ter sido amplamente divulgada pela comunicação interna, é a norma da empresa e o costume esperado) e preenchidas por pessoas indicadas pela gerência regional.
Tal prática foi um banho de água gelada na esperança de ascenção em que muitos dos funcionários apostavam. Nada contra promoções com menos de 2 anos numa empresa, mas em qualquer setor é necessário um tempo para que sejam incorporadas as práticas naturais da empresa a rotina do funcionário. Além do mais um gerente de uma empresa numa pequena cidade do interior não possui a mesma rotina de um gerente do mesma empresa numa unidade da capital - são demandas diferentes.
Mas esta empresa ligada ao governo federal desconhece tal lógica, apesar de apostar no contrário em seu discurso. Ao pagar graduação, pós graduação, cursos de inglês, espanhol, subsidiar compra de livros, revistas ligadas a sua área de atuação, avaliar constantemente seus colaboradores por meio de provas escritas, fomentar certificações externas, possivelmente gasta dinheiro que seria melhor aplicado, uma vez que na hora de promover seus colaboradores segue a "cartilha dos Sarney", o negócio é ser amigo do rei.
Tá achando que é a sua empresa? Dê uma olhada nos promovidos ao seu redor e tire a prova.