quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Quando teremos maturidade?

Até quando votaremos para pagar ou adquirir favores? Até quando seremos escravos de um sistema social e político imundo que nos aprisiona?
Lembro-me quando eu tinha 9 anos, era o ano de 1989 e a campanha política presidencial rolava a solta. Seria o primeiro ano que os jovens de 16 anos votariam para Presidente da República, que crime!
Sim amigos, um crime!
Aos 16 anos achamos que podemos tudo, até engravidar e se deixar engravidar... Mas não temos o correto discernimento sobre o certo e o errado das coisas. Apesar de com esta idade não sermos crianças tampouco somos adultos. Nossa percepção é eivada da euforia característica da idade.
Os jovens de 16 anos de idade, segundo a lei não podem ser empossados em cargos ou empregos públicos mas podem votar, não podem dirigir legalmente habilitados nem serem presos (eles são apreendidos) por crimes cometidos mas podem votar em bandidos que povoam nossa administração pública, prostituindo o Governo, em todas as suas esferas, vejam o que acontece no Senado e na Câmara Federal hoje.
Somente uma mente imunda e ardilosa poderia cogitar tal possibilidade. Ninguém poderia em sã consciência outorgar tal poder a um jovem que não pode sequer ser punido pelos seus atos.
E todos os anos as campanhas são direcionadas aos jovens e aos analfabetos, outra coisa que foi permitida pela atual legislação eleitoral em nome de uma liberdade que simplesmente transforma os contigentes de analfabetos em bucha de canhão para eleger corruptos de toda qualidade.
Assim os governos não se interessam de prestar uma educação de qualidade aos jovens e tampouco de incluir na educação formal os adultos não escolarizados, certamente para salvá-los de decisões tão difíceis quanto votar e ser votado.
Dizem que o homem simples (isto quer dizer analfabeto) vive mais feliz porque não tem estresse. Não tendo que se preocupar com as agrúrias da política.
Mas como sabemos a política é quem decide nossa vida: a estrada, o posto de saúde, a escola, a faculdade, o salário mínimo, o dentista... tudo isso depende de política.
O desemprego e a falta de oportunidades transforma o jovem estudante em bucha de canhão pra eleger todo tipo de gente.
O homem de bem que vive na cidade ou no campo trabalhando e gerando riquezas é um bobão sem chance alguma. O maloqueiro que não sabe o que é trabalho ou compromisso mas é filho de fulano ou de sicrano, tem dinheiro para pagar a R$ 50,00 ou R$ 100,00 o voto por cabeça, esse sim é desenrolado e tem voto pra deixar qualquer homem de bem na poeira.
Até quando meus amigos seremos nós eleitores (sim porque mais cedo ou mais tarde todos nós agimos assim) votaremos neste tipo de candidatos.
Podemos revolucionar o mundo simplesmente sendo candidatos e votando conscientemente, deixando a velha politicagem dar lugar a política de verdade.