domingo, 28 de novembro de 2010

Entregue a ninguém.

Em 1989 eu fui a Salvador pela primeira vez. Minha tia levou-me a conhecer a capital do Axé. Passamos quase 1 mês lá, ao voltarmos, desde o momento em cruzamos a ponte que liga Porto Real do Colégio a Propriá meu coração palpitava de emoção, sonhando acordado com o dia de rever meus avós, meus pais, meus irmãos e também a cidadezinha que eu era acostumado, minha São José da Laje.

Voltei lá em 1994, desta vez com quase 13 anos, desta vez fui sozinho. Eu era grande e gordo como sempre fui, não me perguntaram a idade, simplesmente entrei no ônibus e no amanhecer do dia estava chegando na rodoviária de Salvador. Naquele tempo nem se pensava em viagem aérea, era muito cara. Desta vez passei lá menos de 2 semanas, voltei com a mesma saudade de sempre.

Na minha lembrança São José da Laje era uma cidade pequena, bonita por natureza, tinha os meios fios de suas ruas todos pintados de cal, as árvores, as amendoeiras com os caules pintados da mesma cal que o cais beirando toda a cidade, separando o rio Canhoto da avenida Arlinda Véras. A noite a iluminação com lâmpadas incandescentes dava tom amarelado às ruas calçadas. Era lindo ver a Laje a noite e saudoso pensar nela quando estávamos longe. Regressávamos por dois grandes motivos: a saudade dos parentes que aqui ficavam e a saudade do acochego que só a nossa cidadezinha tinha.

A Laje era uma cidade pequena que tinha quadras de esporte na principal avenida da cidade, tinha banco, hospital, posto de saúde, um campo velho onde se armavam os circos que aqui chegavam, um parque de vaquejada (eu só vi uma, de longe, a falta de “dindin” não nos deixava chegar perto), a Laje tinha até um Estádio de Futebol, não, não era um Maracanã e nem chegava a ser um Rei Pelé, mas tinha, existia. Até eu que não sou amante do futebol achava aquilo importante, via meus colegas entusiasmados contando daquilo aos outros.

A Laje era e ainda é uma cidade pequena mas naquele mundo infantil que eu vivia tinha de tudo. Até o que era ruim ou não muito bom era da Laje, não era tão prejudicial. Dava até pra se divertir. Quantas vezes não passei uma tarde jogando “chimbra” ou “pinhão” (a gente falava assim – escrevo assim) na praça Clarício Valença antes da reforma no governo Luiz Daniel e nas ruas sem calçamento? É a Laje era charmosa!

E hoje até o campo de futebol tem desaparecido, até eu, pouco amante desse esporte nacionalmente adotado como principal entre nós brasileiros fico envergonhado de ver o muro do Estádio Bertulinão de fato, no chão. Como se não fosse um bem público, como se não importasse a ninguém. Até eu se fosse prefeito saberia que aquilo é uma vergonha, mas como sabemos, tal descaso não aparece somente naquele lugar.

Aqui onde moro, Praça Osman Costa Pino, mais conhecida como praça do Forúm ontem teve até baile funk ao som de celular (o problema não era o som era a quase transa dos participantes mesmo, ao ar livre). Aqui temos idosos e crianças morando na vizinhança, numa “gandaia” pública mantida com a omissão do poder público que não se preocupa sequer, a mais de 2 anos de instalar uma lâmpada neste lugar, quanto mais de manter a ordem.

A escuridão que toma conta da praça devido ausência de lâmpadas nos postes que aqui existem transformam esta praça num quase motel ao ar livre, em frente ao Forum da Justiça Estadual. Ontem um grupo de jovens se ralava e arreganhava de frente a praça ao som do batidão do funk carioca.

Até pensei em pedir para  a PM comparecer mas sinceramente, havia esquecido que a Cia da PM-AL aqui na Laje desde a enchente de 18/06/2010 está sem o telefone público funcionado, o qual lá estava instalado antes.

E assim São José da Laje segue abandonada por tudo e por todos. Somente sentindo o domínio do mau assolando as vidas jovens que enamoradas pelo vício ou pelo tráfico, na busca de dinheiro fácil, deitam ao chão ao som de disparos de armas de fogo. Quem tem haver com isso? Parece que ninguém!

Os blogs que noticiam fatos sobre a cidade nada mencionam sobre isso. Parece que nada tem acontecido. A Laje segue assim, seguindo seu rumo até 2012 quando levantar-se-ão aproveitadores e falsos salvadores da pátria em defesa de nosso povo, no único intuito de ganhar nosso voto e mantê-los no poder reinando sobre os milhões da receita pública municipal. Todo maloqueiro na Laje hoje quer ser vereador enquanto que os cidadãos de bem são acuados a manterem-se afastados da política sobre a concepção que política é coisa deles.

A maioria dos cidadãos segue creditando ou debitando todas as mazelas da sociedade lajense aos grupos políticos representados por Neno e Dudui enquanto não reconhecem que o fortalecimento desses dois grupos é um sintoma de sua própria doença – a omissão. Tem gente esperando Dudui sair pra entrar e mamar e outros tentando mantê-lo no poder para não perder seus privilégios.

E a maioria dos que aparecem tentando ser algum tipo de esperança não passam de salteadores, gente que não administra bem nem a própria vida e que não seria cotado nem pra ser gerente de cabaré, porque até se fosse galinha “bebia os ovos”, quanto mais passar a mão no que é “público”.

Aqui em cada esquina tem uma Igreja e não as vemos envangelizando, em cada bairro uma Associação que só funciona se alguém quiser fazê-la sobreviver, porque aí aparecem Prefeito, vice, secretários, xeleléus (sei nem como se escreve isso) e todo tipo de gente tentando cercear o direito legítimo do cidadão de se associar.

Os partidos políticos são todos legendas de aluguel, sem militância alguma, só aparecem nas campanhas eleitorais. A Câmara Municipal de Vereadores, desta nem podemos falar, tem sua maioria de ocupantes comprometidos com tudo, exceto com o povo. O poder público é o único lugar onde se ganha mesmo que não se mostre resultados, é uma caixa vazia que só existe para cumprir a letra constitucional. Não conheço uma ação da Câmara em prol dos lajenses e nem um projeto daqueles edis em prol de nossa juventude.

Essa foi a Laje que sonhamos? Pois bem, é a que ajudamos a construir!

domingo, 7 de novembro de 2010

Sobre a ousadia de votar contra o ideário da direita

Sobre o debate acerca do direitismo que tem marcado o posicionamento de comentaristas variados, especialmente via web, vale a pena ler artigo (abaixo, reproduzido na íntegra, particularmente esclarecedor através dos links disponibilizados no texto) de Michel Blanco, colunista do yahoo:

Uma jovem estudante de Direito, desalentada com a vitória da petista Dilma Rousseff, ganhou fama ao clamar no Twitter o afogamento de nordestinos em benefício de São Paulo. O ódio da moça brotou em meio a uma campanha difamatória que irrigou expedientes eleitoreiros. Se na TV o marketing cuidou de dar boa aparência aos candidatos, na internet a coisa foi feia. Levante a mão quem não recebeu um único spam desqualificando os votos da população assistida pelo Bolsa Família. Sobre tal corrente, a psicanalista Maria Rita Kehl disse o que tinha de ser dito – e foi punida por isso. Assim estávamos na campanha…

A xenofobia da estudante paulista, no entanto, não é retrato das tensões do momento. É uma fotografia embolorada, guardada num fundo de armário, agora trazida à tona. Quem triscou fogo nos spams sabia que o ódio fermentava. Bastava uma faísca. Se tiver estômago, pode ler uma coletânea de tweets odientos — e odiosos — no Diga não à Xenofobia. A menina não está só.

A maioria dessas mensagens parte de jovens de mais ou menos 25 anos. O que leva a supor que muitos deem vazão a preconceitos ruminados à hora do jantar em família, da festinha do sobrinho ou do churrasco da faculdade. Está aí boa parte da festejada geração da internet, que confunde vida real com a vida em rede, mas se sente imune às consequências de atos online. Mostram os dentes no Twitter como se estivessem a salvo da luz do dia, como se não fosse dar nada. Mas deu, mano.

A moça que gostaria de afogar um nordestino em São Paulo acabou ela mesma por submergir. Deletou seu perfil ante a repercussão do caso, que lhe rendeu a protocolação de uma notícia-crime pela OAB de Pernambuco no Ministério Público Federal em São Paulo. O escritório de advocacia onde estagiava apressou-se em dizer que ela não despacha mais por lá. O caso foi parar até nas páginas do britânico Telegraph. Vários outros “bacanas” seguiram os passos da menina e desapareceram do Twitter. Talvez arrependidos do um ato impensado, da ausência completa de reflexão ou, mais provável, da ameaça de punição legal. Quem sabe ainda há tempo para deixar as trevas.

Ironicamente, o aguardado uso da internet nas eleições ajudou a liberar o que há de mais retrógrado entre nós (embora o poder transformador da rede esteja muito além disso). Parecemos recuar 50 anos em relação a direitos civis. Houve até o retorno de mortos-vivos, grupos pouco representativos e de triste memória. Não bastasse o proselitismo religioso, a ação das militâncias, oficiais e oficiosas, a campanha na internet descambou para baixaria geral. Conhecido o resultado da eleição presidencial, viria o pior: o insulto aos eleitores, desclassificando-os.

Enfim, é uma questão de classe; não de compostura. Uma parte dos jovens que se julgam classe A levantou-se da sala de jantar para reinstaurar a separação da copa e da cozinha, sem se dar conta de que a divisão dos cômodos já não é tão sólida. O que move tanto ódio? Passionalidade do clima eleitoral não é o suficiente.

Nunca na história deste país (tá, essa foi só para provocar) se falou tanto em classes C e D e E. Estão todos os dias na imprensa; chamam atenção pelo crescente poder de consumo. E é a isto que a noção de classes parece se resumir hoje: consumo. Talvez esteja aí a raiva dessa moçada, muito mais identificada com bens do que com valores.

Identificar-se por aquilo que se consome pressupõe um sentimento de exclusividade. “Eu tô dentro e eles, fora”. Uma concepção de vida alimentada e também confrontada pela massificação do consumo. A tensão desponta quando “eles”, os esfarrapados, começam a ter o que “eu” tenho. A exclusividade mingua, e o povão chega chegando, sentando ao seu lado no avião. É preciso descolar novos meios para diferenciar uns dos outros. A desqualificação é um deles.

Um dos legados desta eleição embalada por baixarias é uma tensão que parece escapar da acomodação sobre a imagem construída pelo mito fundador nacional. Descobrimos um pensamento ultra-conservador no Brasil, e ele pôs a cabeça para fora. Seria um exagero, no entanto, dizer que o país está dividido. Mas é igualmente um equívoco considerar que a identidade nacional sai ilesa – por definição, ela é lacunar, ao pressupor a relação com o outro. O que queremos de nós mesmos?

Mas na cabeça dessa moçada raivosa, nada disso seria necessário, e a harmonia se restabeleceria desde que todos estivessem nos lugares “certos”. Assim, estão prontos para experimentar o que consideram desenvolvimento e mal esperam a ocasião para pôr à mesa de alguma congregação do Tea Party uma iguaria nacional: uma saborosa broa de milho feita pela mãos da preta dócil que serve a casa.

Fonte: Gazetaweb.com – Blog do Enio Lins

Sobre o Autor:

Enio Lins é Alagoano de Maceió, nascido em 1957, tem trabalhos publicados desde 1977. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela UFAL em 1979. Jornalista profissional desde 1979, foi presidente do DCE da Ufal na gestão 1978/1979, diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (na segunda gestão Dênis Agra), vereador em Maceió (PCdoB, legislatura 1989/1992), Secretário Municipal de Cultura (1993/1994), Secretário Estadual de Cultura (1995/1996), presidente da Rádio e TV Educativa (1999/2000), Editor adjunto da Gazeta de Alagoas (1997/2003). Atualmente está Coordenador Editorial da Organização Arnon de Mello.

domingo, 24 de outubro de 2010

Os símbolos de São José da Laje

Lembro-me quando menino, desfile de 7 de setembro. Eu, pobre, sem din din dos pais, desfilando matando formiga (só com a farda da escola), ano de 1991. E o Senhor Fernando Galvão de Pontes discursando em frente a Prefeitura Municipal e nós (eu e os outros meninos) recebendo o livrinhoSão José da Laje e seus símbolos (Brasão, Bandeira e Hino)”.

Hoje fui ajudar meu filho fazer um trabalho da escola. Tinha que descobrir o signifacado dos símbolos e das cores da bandeira de São José da Laje.

Lembrei-me do dia de 7 de setembro de 1991 e do livro que ganhei naquela ocasião. Então revirei minha biblioteca e reencontrei-o, vejam a capa:

capa-001

 

Aí lá tinha tudo que precisávamos!

Então decidi digitalizar e disponibilizá-lo no blog.

Pra baixar é só clicar na imagem do livro aí em cima.

Fiquei na dúvida se precisaria da autorização da família do autor, mas depois recuei da dúvida. o Drº Fernando nunca vendeu um livro sequer e no entanto no site Estante Virtual existem dezenas de exemplares a venda por até R$ 20,00.

Como não é minha intenção vender o trabalho que não é meu, é deste nobre autor lajense de coração, infelizmente falecido em julho de 2009. Resolvi postá-lo para que outros lajenses tenham acesso pela rede mundial de computadores. Sem nenhum custo para o leitor, como “Seu Fernando” nunca cobrou pelos seus livros, seria  uma aberração de minha parte fazê-lo. Prefiro divulgá-lo.

Se algum de seus descendentes reclamarem eu espero que entre em contato pelo e-mail netohis@hotmail.com para resolvermos o assunto.

 

Mas o trabalho do meu filho ficou assim:

 

BandeiraLaje-2

 

De acordo com a Lei nº 04/79 em que diz:

“Art. 1º - Ficam criados a Bandeira e o Brasão do Município de São José da Laje, Estado de Alagoas, com as seguintes características:

Bandeira e Brasão

Cores:

Amarelo e Branco – Característica da Velha Matriz

Azul e Branco – Característica da Nova Matriz

Estrela – Simboliza o Estado de Alagoas

O Sol – Simboliza um Novo Dia para a Agricultura

Cana-de-açúcar – Maior Riqueza do Município

Indústria – Simboliza a Usina Serra Grande e a Fábrica de Sacos

Faixa Azul – Simboliza o Rio Canhoto.

 

Fonte: PONTES. Fernando Galvão de. São José da Laje e seus símbolos (Brasão, Bandeira e Hino). Edição do Autor. Maceio: 1991

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estudantes protestam contra ameaça de fechamento de Universidade

Manifestação aconteceu em São José da Laje, onde está instalada a Universidade Aberta do Brasil

 

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Os mais de 400 alunos que estão matriculados nos cursos oferecidos pelo Pólo Universidade Aberta do Brasil (UAB), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), no município de São José da Laje, Zona da Mata alagoana, realizaram protesto no final da manhã desta quinta-feira (14) em frente à sede provisória da instituição e se reuniram com representantes da Prefeitura da cidade para cobrar a continuação das aulas. Cabe ao Poder Executivo construir e manter o prédio onde funcionam os cursos de graduação, entretanto, os alunos alegam que a Prefeitura não está cumprindo com a sua responsabilidade e temem que a UAB fechem às portas.


“Estamos desesperados porque o MEC já desaprovou os nossos cursos porque a Prefeitura não conseguiu fazer a sede da Universidade. Já tentamos buscar explicações da Prefeitura, mas ninguém nos diz nada. É preciso que o Município entenda que são 405 estudantes que estão buscando a formação profissional, concluir um curso superior. E o detalhe é que não são alunos apenas aqui da Laje, tem gente de Maceió, Rio Largo, Santana do Mundaú, União dos Palmares, Ibateguara e até de cidades de Pernambuco. Será que vamos perder a chance de ter o diploma?”, questionou Claudionor Brito, representante do curso de Administração Pública.


O protesto foi iniciado em frente à sede provisória da Universidade, que está instalada no anexo da agência do Banco do Brasil, no Centro da cidade. De lá, o grupo de alunos seguiu para a sede da Prefeitura, onde foi recebido pelo secretário de Governo Maurício Canuto. “Queríamos confirmar se realmente a UAB vai fechar às suas portas. Entretanto, o secretário não tinha qualquer informação a respeito da Universidade, não sabia nada sobre a ameaça de suspensão do convênio firmado com o governo federal”, explicou Lucineide Silva, aluna do curso de Pedagogia.

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Segundo os manifestantes, foi o vice-prefeito da cidade, José Wílson, que informou ao grupo, por telefone – depois do contato feito pelo secretário de Governo -, que a Prefeitura estaria ‘adotando providências’ para impedir o fechamento da UAB. “Ele nos pediu um tempo para dar essa resposta e marcou uma reunião para receber uma comissão de estudantes para a próxima terça-feira, dia 19, na sede da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia. Disse que esteve em Brasília e tem informações das ações que estão sendo executadas. Embora a Prefeitura não tenha nos comunicado nada durante esses meses todos, decidimos acabar com o protesto e aguardar esse posicionamento do Município. Todavia, vamos continuar mobilizados. Caso percebamos apenas conversa afiada da Prefeitura, faremos uma manifestação gigantesca. Uma cidade pobre como a Laje, não pode se dá ao luxo de ter uma Universidade fechada”, criticou Claudionor Brito.

Obra inacabada

Os estudantes também alegaram que existe uma obra inacabada, onde estavam sendo construídas as dependências da Universidade Aberta do Brasil. “As obras começaram na gestão passada e achamos que a Prefeitura não quis dar continuidade a elas porque foi iniciada por um outro prefeito. Entretanto, entendemos que a Educação deve ter tratada como prioridade e não simplesmente como uma questão política”, condenou Lucineide.
O grupo disse ainda que a UAB já teria informado que não haverá vestibular no final deste ano para a abertura de novas vagas. “Fomos comunicados que não serão mais ofertadas vagas devido à falta de infraestrutura da instituição, que foi reprovada por não possuir uma sede própria. E a responsabilidade da sede é justamente da Prefeitura. O prazo dado ao Município vence agora em 30 de novembro e estamos desesperados, com medo sermos obrigados a abandonar o curso na metade”, lamentou o aluno de Administração.
A Gazetaweb tentou entrar em contato com os secretários Maurício Canuto e José Wílson, mas os seus telefones estavam fora da área de serviço.

Fonte: Gazetaweb

Disponível em: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=214500

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estado (que sofre maior/com maior) discriminação digital é Alagoas, revela índice

Entre os Estados brasileiros, São Paulo é o que possui menor desigualdade digital no País, enquanto Alagoas é o que apresenta a maior diferença, revela o Índice de Discriminação Digital (IDD), baseado nos dados da última Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) do IBGE, de 2005.

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O índice, elaborado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA), junto ao Instituto Sangari e o Ministério da Educação, apresenta o quadro de exclusão digital do Brasil. Foi considerada a população com dez anos de idade ou mais.

No período analisado, a média nacional do uso da internet em qualquer local ficou em 21,1%. Contudo, foi notável a desigualdade no Maranhão e em Alagoas, com 7,7% e 7,6% de uso, respectivamente – enquanto o Distrito Federal possuía 41,1% da população conectada.

Já o acesso à web em domicílio correspondia a 14,7% da população total. Contudo, apenas 2,1% acessaram a rede em casa no Maranhão, e 4,5% em Alagoas. Já no Distrito Federal, o total subiu para 31,1%.

De acordo com a renda familiar per capita, apenas 5,7% dos 40% da população mais pobre do País tinham acesso à internet. Enquanto isso, 58,7% dos 10% da população mais rica tinha contato com a rede – 930% a mais.

Quanto à desigualdade racial, 28,3% da população branca utilizou a rede no período, diferença de 110% em relação aos negros – apenas 13,3% acessaram a web.

Em relação à democratização do acesso, os números mostram que 2,1% dos brsileiros freqüentaram algum centro de acesso gratuito à internet, sendo que 0,9% das pessoas com menor renda utilizaram estes espaços e 4,5% da parcela mais rica faz o mesmo.

Disponível em: http://digitalagoas.al.gov.br/?p=85

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Desejo de Menino!

Sempre que vamos a Maceió meu filho Tiago, 7 anos, pede pra irmos ao aeroporto ver os aviões, pensando que lá eles sempre estão…

 

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Pois bem, na última quarta-feira quanto estávamos em Viçosa, no vale do Paraíba, nós fomos a praça pública e vimos quando pousou o helicoptero do Samu para socorrer uma paciente no Hospital daquela cidade, aí devido a demora pedimos ao piloto, Comandante Guimarães, para que pousasse para uma foto com meu filho, ele aceitou e aí está. Um sonho de menino realizado!

Tomara que ele não precise nunca entrar nesse helicóptero!

Deus seja louvado!

domingo, 19 de setembro de 2010

Indefinição Marca Eleições em Alagoas

A muito tempo não se via uma situação como esta em Alagoas: 3 candidatos ao governo com fortes chances de se tornar o próximo governador da sofrida Terra dos Marechais.

A tão pouco tempo das eleições 2010 Alagoas vive um situação inusitada, desta vez as campanhas majoritárias para Governador e Senador não têm favoritos e em cada cargo três candidatos têm chances reais de vencer.

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No governo a disputa está acirrada entre o Senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB), Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT), todos os institutos de pesquisa apontam para empate técnico entre os candidatos.

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Assim a cartada final pode ser dada pelo TSE, ao julgar a cassação da candidatura de Ronaldo Lessa, enquadrado pelo TRE-AL na Lei do Ficha Limpa e até o momento aguardando julgamento naquele tribunal superior.

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Como os ataques da campanha do governador Téo Vilela têm se concentrado na reação aos ataques efetuados por Ronaldo Lessa nos dá a falsa impressão que Téo desconhece a força que Collor tomará se a candidatura de Lessa cair, mas eu pessoalmente acredito que Téo conta na verdade com o fim trágico da candidatura Lessa para direcionar todo seu ataque a Collor, ou tão somente aposta na rejeição que o Senador tem na capital e em menor grau no interior do Estado.

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Outra característica marcante desta campanha é a preferência pelos tucanos de não vincular a imagem de Téo com o candidato a presidente José Serra do seu partido, deixando passar a imagem que Téo também é amigo de Lula, dizem as más línguas em Alagoas que Téo também é Dilma!

O apoio de Lula, ou mesmo a citação deste apoio já foi alvo de interpelações judiciais entre o comando da campanha de Collor e Ronaldo Lessa, o primeiro saindo vitorioso no último julagamento do TSE, que o autorizou a citar Lula no seu jingle de campanha. Há aí duas disputas, uma pelo governo e a outra pela vinculação e apoio de Lula.

O senador Fernando Collor mantém o discurso de reformador do Estado, apontando as falhas do atual governo praticamente isentando ou omitindo qualquer agressão a Lessa, que governou o Estado por 8 anos antes de Teo Vilela, inclusive eleito com apoio de Ronaldo Lessa em 2006. Acredito que os coloridos estão contando com apoio do Lessa num possível segundo turno ou ainda se antes disso sua candidatura seguir o rumo esperado: o indeferimento. Collor promete ainda eliminar com os “bandidecos de merda” que têm assolado o Estado de Alagoas, estratégia semelhante a adotada pela campanha em 1989 a presidência onde adotou o codinome de “Caçador de Marajás”.

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Lessa revive o discurso de aparelhar o Estado, construir mais escolas e hospitais, enfim fortalecer o setor público com mais cargos, concursos e serviços sociais ao cidadão. Sua principal meta é segundo o que diz por aí conduzir o Estado de Alagoas ao desenvolvimento. Não precisamos relembrar como estava o governo de Alagoas ao ser entregue a Lessa e como ele o deixou, é um caso a se pensar.

Infelizmente ao assumir o governo Téo Vilela rompeu com Lessa e revelou uma situação triste nas finanças públicas do Estado de Alagoas, as discrepâncias salariais deixadas por Lessa geraram conflito de interesses entre o atual governador e os servidores públicos estaduais logo no primeiro semestre do governo tucano. Alagoas paga bons salários a algumas classes de servidores enquanto paga miséria a outras, onde existe mais carência de profissionais e a população urge por atendimento.

Téo Vilela adota o discurso natural de quem está no governo, mostrando as obras e realizações, mesmo que os números mostrados a sociedade não sejam tão bons. Admite erros e aponta soluções que poderia tomar caso continue no governo. Alerta para o fato que durante os 8 anos de Lessa só o Picolé Caicó veio até Alagoas enquanto com os 4 anos deles diversas empresas chegaram a Alagoas e o número de postos de trabalho gerado pela sua política já ultrapassa os que Lessa teria gerado, unicamente no setor público em 8 anos de governo.

Mas parece que Téo tem percebido o quanto pecou ao adotar a política do PSDB para o setor público, tanto que pra se recuperar em menos de 3 meses já convocou 900 militares da reserva técnica da PM e do BM, autorizou concurso da CASAL e a seleção mediante PSS/UFAL de 30 cadetes para a Academia de Oficiais da PM de Alagoas, estas duas últimas autorizações saíram na imprensa ontem, antes mesmo dos editais já estarem disponíveis nos sites das organizadoras dos certames. Será que vai colar?

Deu pra entender porque tá tudo quase empatado? O próximo post será sobre os candidatos ao Senado!

Concurso da CASAL: Mais de 100 vagas!

Vagas de nível médio e superior

CASAL

A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) vai realizar concurso público para ao preechimento de 131 vagas de níveis médio e superior. O edital será publicado nesta segunda-feira (20) e os interessados poderão se inscrever no período de 21 de setembro a 15 de outubro, no site da Comissão Permanente de Vestibular (Copeve).

Serão oferecidas vagas para 19 cargos diferentes e as provas serão realizadas nos municípios de Maceió, Arapiraca e Delmiro Gouveia.

A partir de segunda-feira, mais informações podem ser obtidas por meio dos endereços www.copeve.ufal.br e www.fundepes.br, ou pelos telefones (82) 2122.5353 e (82) 3336.2507.

Fonte: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/concursos/2010/09/18/111031/casal-abre-concurso-publico-para-131-vagas

Mais informações  sobre o último concurso.

A CASAL é uma empresa pública do Governo do Estado de Alagoas. Cuida do abastecimento de água e o sane
saneamento da capital e de algumas cidades do interior, aqui próximo só Ibateguara e Colônia de Leopoldina
são atendidas pela Casal.

Seu último concurso foi em 2002 onde foram oferecidos os cargos de Agente Comercial, Agente de Administração, Agente de Sistema Local, Atendente Comercial, Contador, Eletrotécnico, Engenheiro Eletricista, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Engenheiro Químico, Hidrometrista, Médico do Trabalho, Motorista de 30H e de 40H, Operador de Distribuição de 30H e de 40H, Operador de Produção, Soldador, Técnico Operacional de 30H e de 40H, Técnico de Química, Técnico de Segurança do Trabalho.

Na época foram oferecidas 69 vagas de ampla concorrência, sendo que o cargo de maior número de vagas foi o de Operador de Produção, 48 vagas na ampla concorrência e 30 horas de serviço.

Quer ser oficial da PM de Alagoas?

Veja notícia veiculada ontem no portal Tudo na Hora

PM-AL

Como o Tudo na Hora já havia antecipado, a Polícia Militar de Alagoas irá realizar vestibular para o Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar este ano. A realização de vestibular para os candidatos às 30 vagas foi autorizada pelo governador em exercício, José Wanderley Neto. A decisão será publicada no Diário Oficial na próxima semana.

O concurso será feito nos moldes do Processo Seletivo Seriado (PSS) por meio do vestibular da Universidade Federal de Alagoas, cujas inscrições já começaram para os alunos que possuem convênio ou isenção de taxa. Já para os alunos de escolas particulares e demais candidatos em geral, as inscrições vão acontecer de 23 de setembro a 13 de outubro.

As provas serão aplicadas nos dias 28, 29, 30 de novembro e 1º de dezembro (redação). Após a aprovação no vestibular, os candidatos passarão por inspeção de saúde, avaliação psicológica, investigação social e exames físicos, todos de caráter eliminatório.

O CFO possibilita a ascensão profissional como oficial da PM. O aluno-cadete passa três anos no curso de formação em horário integral e nos finais de semana e depois de ser aspirante pode chegar ao posto de coronel, o último da corporação.

Os cadetes serão exigidos nas disciplinas jurídicas (direito administrativo, penal, processual penal, civil, militar, constitucional, entre outras), de técnica e táticas policiais, sociológicas, direitos humanos, gestão pública, planejamento estratégico, estatística, metodologia científica, psicologia, polícia comunitária e gerenciamento de crises, além de atividades físicas e práticas na área operacional das unidades policiais do Estado. Durante o curso, os cadetes recebem uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.346.98.

Fonte: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/maceio/2010/09/18/111043/governador-autoriza-realizacao-de-vestibular-para-formacao-de-oficiais

Minha Opinião:

Excelente escolha para quem deseja estudar e atuar na Polícia Militar de Alagoas, eu mesmo já fiz o vestibular para esse cargo cobiçado em 2003, tendo sido aprovado na primeira fase e reprovado na segundona. Agora será somente uma fase.

No PSS da UFAL geralmente este curso é colocado na área de Humanas e como ninguém esperava por este concurso não deve ter muita gente de olho não. Até porque não tá sendo fácil ser Policial em Alagoas, concorda?

Mas ainda sim, se eu estivesse na mesma situação em que me econtrava em 2003 minha inscrição já estava garantida!

Vale a pena tentar viu!

Aqui em São José da Laje este curso costuma atrair muitos jovens pela garantia de estabilidade e remuneração futura, além é claro, da bolsa paga aos estudantes, chamados cadetes. Dentre os oficiais da nossa terra destacam-se Cel PM Moacir Valdevino (filho do Srº Josué, antigo pedreiro da Prefeitura), Cel PM Vitorino (filho do Srº Vitorino, antigo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais) e o Cel PM Nerecinor Sarmento (filho da Professora Maria de Lourdes Rocha). Como vemos, a tradição lajense neste curso é de pessoas de origem humilde mas que lutam pelos seus ideias, seja você também um deles!

Vá a luta!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mestre Cuca das Férias

De férias, além de muita coisa pra ler e organizar, ainda me resta tempo pra cozinhar e fazer algumas guloseimas, semana passada foi um Yaksoba e hoje o Pudim de leite, meu principal manjar na escola primária.

Hoje provoquei minha esposa dizendo que faria um pudim melhor que o dela, o resultado vocês vejam aqui:

Pudim_leite_iniciantes

Utilizei uma receita disponível no site da Nestlé e a consultoria, via celular, da minha mãe.

Veja a receita:

Pudim de leite com calda de caramelo.

Ingredientes
Calda
  • 1 xícara (chá) de açúcar
Pudim
Modo de Preparo
Calda:
Em uma panela de fundo largo derreta o açúcar até ficar dourado. Junte meia xícara (chá) de água quente e mexa com uma colher. Deixe ferver até dissolver os torrões de açúcar e a calda engrossar. Forre com a calda uma fôrma com furo central (19cm de diâmetro) e reserve.
Pudim:
Bata todos os ingredientes do pudim no liquidificador e despeje na fôrma reservada. Asse em banho-maria, em forno médio (180ºC), por cerca de 1 hora e 30 minutos. Depois de frio, leve para gelar por cerca de 6 horas. Desenforme e sirva a seguir.
Dicas:
- O pudim desenforma melhor quando bem gelado. Se possível, prepare-o na véspera.
-Para saber se o pudim já está assado, espete-o com uma faca. Esta deve sair limpa
Congelamento:
Não recomendamos o congelamento desta receita, pois pode haver alteração de textura e sabor.
Microondas:
Coloque o açúcar em uma fôrma refratária com furo central (19cm de diâmetro) e dissolva-o em quatro colheres (sopa) de água. Leve ao microondas por cerca de 5 minutos, potência alta, até começar a dourar. Deixe por cerca de 1 minuto em tempo de espera, espalhe a calda nas bordas da fôrma e reserve. Misture o LEITE MOÇA®, o leite e os ovos, sem bater muito. Despeje na fôrma e leve ao microondas sem cobrir por cerca de 20 minutos na potência média. Em seguida, deixe por mais 10 minutos em tempo de espera. Espere esfriar e leve para gelar por cerca de 6 horas.

Fi-lo no microondas, adicionei 3 colheres de sopa de Toddy (achocolatado em pó) e ameixa com calda, além é claro de um pãozinho francês adormecido para melhorar a consistência. A foto final veja abaixo:

Fonte: http://www.nestle.com.br/site/cozinha/receitas/pudim_de_leite_moca.aspx

domingo, 29 de agosto de 2010

Nasceu Vitória Régia

Vitória Régia aos 4 meses de idade e quase 6 Kg.
Vitória Régia aos 33 dias de vida.

Mais de 6 meses sem atualizar o Blog Antonio Neto Século XXI, resolvi então pedir desculpas aos meus amigos e leitores Brasil afora.

Meus amigos e irmãos lajenses que lêm meu blog, realmente a tarefa de manter um blog constantemente atualizado não está sendo fácil, principalmente desde que fui transferido, a pedido, para a cidade amiga de Colônia de Leopoldina, onde minha jornada é 2 horas diária maior e a noite longe da família dedico-me a solidão dos livros e artigos em “pdf” da Faculdade.

Mas de lá pra cá tantas coisas aconteceram!

Escândalos políticos pincelaram a História de São José da Laje, uma nova enchente quase riscou o velho centro de São José da Laje, semelhante a 1969, porém sem vítimas fatais e a minha vida pessoal...

Diante de tantas coisas boas e más que aconteceram, tantas críticas poderiam ser escritas mas como o blog é meu e pessoal, vou compartilhar com vocês esta fase da minha vida, inesquecível.

Minha vida pessoal está recheada de novidades amáveis, como o nascimento da minha amada Vitória Régia, segundo fruto do meu casamento com Dona Elisangela, companheira e esposa desses longos 9 anos.

Este fato por si só me isentará de alguma culpa quanto a atualização do Blog.

Em meados de Outubro passado soubemos que estava a caminho mais um filho, já tínhamos o Tiago Jeferson, hoje com 7 anos de idade. Ficamos muito felizes com a notícia. Uma gravidez planejada nos moldes modernos realmente tem seus benefícios, para mim só tenho a elogiar, perdoe-me os críticos.

A imaturidade da primeira viagem ao país dos pais quando do nascimento do Tiago não me abalou e estive muito mais pleno no papel de futuro pai desta vez. Descobri que criar filhos é uma tarefa apaixonante!

Em meados do 5º mês de gestação minha esposa afastou-se do trabalho nos Correios devido picos de hipertensão. Os exames mostraram seu quadro do que chama de “pré- eclampsia” e foi imediatamente afastada de suas funções. Soubemos nesta época que uma menina vinha a caminho, entenda uma menina!

Pra mim o que importava era a saúde, menino ou menina tanto faz, mas no fundo do coração, o pai sempre espera um menino... Vi que a vida reservou-me um novo desafio, nunca me vi pai de uma garota e agora este é o meu destino, conto com a sabedoria dada por Deus para administrar tudo isso.

Pois bem no 6º mês Vitória Régia resolveu nascer, e nasceu!

No dia 1º de Abril de 2010 nasceu minha princesinha. Eu estava em Colônia de Leopoldina quando recebi a ligação dizendo que minha esposa iria para Maceió pois Vitória iria nascer naquele dia. Saiu da Laje umas 22 horas do dia 31 de março e deu a luz nas primeiras horas da madrugada do dia 1º de Abril.

Aí começou uma luta, a luta pela sobrevivência. Nosso primeiro filho nascera no 7º mês com 2,060 kb, mas ficou no hospital apenas 3 dias. Vitória nasceu com 1,450 kg e ficou na UTI neonatal do Hospital do Açúcar por longos 43 dias e mais 5 de observação. Foram 48 dias de luta e fervorosas orações a Deus Jeová.

Nesse período ela teve parada cardiorrespiratória, infecções e necessitou de algumas transfusões sanguíneas. Os médicos só diziam que teríamos de aguardar porque tudo que poderiam fazer fariam, restando tão somente a resposta do metabolismo dela ao tratamento. Faziam questão de frisar quão grave era a situação e nos preparássemos para momentos difíceis, ao que mareavam de lágrimas os meus olhos...

Em casa eu tinha uma mãe sem a filha e ainda tinha que me contentar porque estava viva, lutando sozinha (sem a mãe) na UTI Neonatal do Hospital do Açúcar.

Imaginem como foi dura para Dona Elisangela esta fase, após o parto não estar com sua filha.

"Tenho certeza que as orações dos irmãos e irmãs em todas as Igrejas que pedimos que orassem foram, juntamente com as nossas súplicas a Deus, levadas a Ele e Vitória está conosco, próxima de completar 5 meses de vida, saudável e sorridente."

Engraçado, que nesta luta pela vitória da Vitória contamos com muita ajuda em orações, e na verdade era tudo que podíamos pedir, porque o acompanhamento médico foi de responsabilidade da Cassi, nosso plano de saúde no Banco do Brasil. Então não precisávamos de dinheiro, de tratamento vip no hospital, de nada materialmente falando, tão somente da ajuda espiritual dos irmãos na fé e amigos fieis que elevaram ao Senhor dos Exércitos suas orações.

Até o momento, nos exames que já foram feitos nenhuma seqüela do tratamento a base e antibióticos foi encontrada. Acreditamos que Deus esteve adiante em tudo.

E hoje eu também posso cantar a Deus a Minha Vitória!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Entrevista com Roberto Flávio, gerente do FAPEN

Em entrevista, por meio eletrônico, ao Blog Antonio Neto XXI, Roberto Flávio (PINTO) gerente do FAPEN esclarece dúvidas e aponta a situação que se encontra hoje o FAPEN - Fundo de Aposentadorias e Pensões do Município de São José da Laje.

Roberto Flavio


Segue a entrevista:

1ª – O que é e para que serve o FAPEN?

É um órgão do Município que tem a mesma função do INSS do Governo Federal ou, seja é a Previdência Municipal. A Sigla FAPEN (Fundo de Aposentadoria e Pensões).

2ª – Quais os benefícios que os segurados do FAPEN têm direito e em que situações podem requerê-lo?

A maior de todas as vantagens hoje do FAPEN para os servidores efetivos do município em relação ao INSS, no meu entender é que o FAPEN funciona todos os dias e que as dúvidas podem ser tiradas pessoalmente, a outra é que todos os servidores do FAPEN são funcionários efetivos do município, além de que ao invés assim como o INSS aplica o fator previdenciário, o FAPEN procura aplicar a paridade dos Aposentados com os da ativa, alem é claro de outras diferenças para melhor criadas neste governo.

Nota do Blog: O que o senhor Roberto Flávio diz sobre paridade dos aposentados com os funcionários da ativa, é que os salários pagos pelo FAPEN são iguais os dos funcionários da ativa, o contrário do que ocorre com o INSS que aplica o fator previdencíário além de corrigir os salários anualmente (no caso dos celetistas, porque os estatutários da União Federal, regidos pela Lei 8.112/90 contam com a mesma paridade) com índices sempre abaixo do esperado, o que faz uma pessoa aposentada pelo INSS que contribuiu com 5 salários mínimos com o tempo ganhar 1 salário de aposentadoria apenas. No FAPEN, quando o salário de um professor da ativa é aumentado o mesmo acontece com o professor aposentado, com o mesmo índice.

3ª – Sabendo que a Previdência Social é atualmente um campo polêmico para o momento em que vive a economia brasileira e mundial, e que a Previdência Social do governo federal, o INSS apresenta déficit histórico, qual a situação real do FAPEN? Existem déficits, isto é, o que a Administração Municipal (Executivo e Legislativo) arrecada e repassa ao fundo cobre todos os benefícios pagos aos segurados do FAPEN?

Primeiro acredito que precisamos identificar e explicar melhor os recursos do FAPEN.
O servidor efetivo do município contribui com 11% de seus salários.
A Prefeitura como Patronal contribui com 20.16% do Salário de cada servidor.
Então identificamos que só a arrecadação dos servidores não daria para pagar os compromissos do FAPEN, que além de salários ainda tem os empréstimos consignados, os impostos os recolhimentos a prefeitura (IRRF) os ISS além de outros, então como pagar tantas despesas e todas em dia se o Executivo e o Legislativo não estivessem fazendo os repasses de forma correta? Não teria como e ainda a reforma que foi feita no prédio sem recursos da prefeitura, realmente o que se faz hoje em dia no FAPEN, é completamente diferente de gestões municipais anteriores.

Nota do Blog: Os empréstimos consignados não são despesas operacionais ou de custeio do FAPEN, uma vez que o órgão conveniado – FAPEN – repassa aos bancos e financeiras os valores descontados dos salários dos aposentados e pensionistas que contratam empréstimos com consignação em folha. O FAPEN tão somente recolhe aos bancos os valores descontados.

4ª – O FAPEN é auto suficiente administrativa e financeiramente, isto é, seus funcionários são pagos com recursos do próprio fundo ou seus salários são pagos pela Prefeitura Municipal?

Se faz necessário explicar o que significa administrativamente, se for as decisões são tomadas e implementadas pelo FAPEN como pagamento de despesas e proventos, sim, o FAPEN é autosuficiente neste aspecto. Na outra parte financeiramente o FAPEN é autosuficiente os recursos oriundos do Executivo, Legislativo e dos Servidores são suficientes para que o FAPEN permaneça em dia com seus compromissos e ainda consiga fazer um caixa (fundo), cumprindo assim o seu destino.

5ª – Quais são a receita e a despesa do FAPEN, quantos são os funcionários que fazem parte da sua equipe, destes quantos são concursados, comissionados e contratados?

Parte desta pergunta já foi respondida, quanto aos servidores do FAPEN também, por lei são comissionados: o Gerente que sou eu: Roberto Flávio de Andrade Silva (PINTO), e a Assessoria Administrativa e Financeira do FAPEN, Dona Regina, estes são indicações do PREFEITO.

6ª – Quais os avanços que a sua gestão conquistou a frente do FAPEN?

Ao chegar ao FAPEN, encontramos um ambiente insalubre para atender ao público, com uma impressora obsoleta, sem ar condicionado, para ter idéia sem capas de processo sem falar na parte da informática onde encontramos os computadores todos sem nenhum registro sobre o FAPEN, o que no inicio nos prejudicou muito, mas este prejuízo, não deixamos chegar aos beneficiários do FAPEN, muito pelo contrário com a competência da equipe formada pelo Prefeito Márcio Lyra, conseguimos nos sobrepor as dificuldades e pagar os salários dos que dependiam do FAPEN, no inicio do mês subseqüente, mas não podemos nós esquecer que, para ter o FAPEN em dia com a União ( se fazia necessário os balanços gerais do FAPEN), estes documentos passamos um ano solicitando dos antigos gestores, e só nos entregaram quando houve a ameaça ao Sr Ernandes (contador do FAPEN e hoje contador da Câmara) de entrar com um processo crime contra ele porque ele recebeu e não cumpriu o trabalho ao que foi pago, e então ao receber-mos os balanços gerais deste LAJENSE (não é erro), é que podemos em fim receber do MINISTERIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, o tão sonhado CRP ( Certificado de Regularidade Previdenciária), hoje o FAPEN atende todos os dias aos servidores do município cumprindo o papel para o qual foi criado e idealizado.
Outro avanço impar no FAPEN é que com um simples requerimento os contribuintes podem ter informações as mais diversas sobre o FAPEN, a Lei nº050/2007 que regulamenta o FAPEN é entregue aos contribuintes, pois, a eles é dado este direito. Todas as demandas judiciais são atendidas de pronto. Se continuar a mostrar o FAPEN de hoje seriam varias paginas.

7ª – Como o senhor avalia o atendimento prestado pelo FAPEN a seus segurados?

Muito Bom, Melhor que o do INSS.

8ª – Qual é o número de segurados/beneficiários dos beneficios atualmente pagos pelo FAPEN?

Ao todo alguma coisa entre 120 e 130 pessoas entre (Aposentados, Beneficiários e Pensionistas).

9ª – Quais foram e quais são os maiores desafios encontrados pelo senhor na função que atualmente exerce no FAPEN e como os têm enfrentado?

Na atual situação do FAPEN, as maiores dificuldades são as de combater as informações infundadas sobre o FAPEN que os seguidores do antigo REGIME DITATORIAL IMPLANTADO NO MUNICIPIO, jogam no seio da comunidade causando expectativas negativas em relação ao órgão, mas enquanto fazem isto, nós trabalhamos e resolvemos os problemas mesmo nas crises.

10ª – Quais as perspectivas que podem ter os contribuintes/segurados do FAPEN para suas aposentadorias e benefícios previdenciários a que tenham direito?

Aqueles que de alguma forma hoje ou no futuro venham a precisar do FAPEN, podem ficar tranqüilos porque pelo menos até hoje podemos dizer fiquem tranqüilos e utilizem o FAPEN como sua casa, porque o FAPEN não é de ROBERTO FLÁVIO DE ANDRADE SILVA (PINTO) nem do Prefeito MARCIO LYRA, o FAPEN é dos servidores efetivos do Município e assim sempre será por LEI e por DIREITO.

Deixe uma mensagem para a sociedade lajense, levando em consideração o público alvo da entidade estatal que representa.

Acreditem, o FAPEN é viável, confiável, e acima de tudo é dos servidores EFETIVOS do município.
Agradeço pela oportunidade, e que DEUS nos abençoe a todos.



NOTA:
O blog Antonio Neto XXI é hospedado em servidor localizado em país estrangeiro e não recebe patrocínio de setores governamentais ou empresariais. É uma publicação que visa levar São José da Laje para o mundo através da internet e é claro minhas opiniões pessoais acerca do que se passa comigo e com minha cidade.
Sou funcionário concursado de empresa pública federal, licenciado em História pela UFAL e Bacharelando em Administração de Empresas pela mesma instituição.
Os comentários serão moderados, não serão aceitos ataques pessoais.
Os entrevistados são sabedores que críticas serão publicadas, então leitores, as façam!
Espero a compreensão das correntes políticas existentes na nossa amada São José da Laje, pois não sou ocupante de cargo público eletivo - mas sou LAJENSE - desejo tão somente fomentar o debate, não levando para tanto as discussões para níveis abaixo do aceitável.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A História da Curva da Melancia


Poeta lajense residente na Bahia, descendente de italianos, postou em seu blog a poesia matuta abaixo que nos conta um pouco da tão conhecida "Curva da Melancia", a famigerada ladeira localizada na BR 104, trecho Laje-Quipapá.

Amigo esta é uma história
É um caso de arrepiar
Não é mentira o que eu falo
Quem quiser vá comprovar
Só tenha muito cuidado
Da morte não apressar

Perguntei pra Seu Mané
E notei que ele sabia
Quantas mortes que já tinha
Na curva da melancia
Me disse que há muito tempo
Essa conta ele fazia

E já passou de uns mil
Que a malvada já levou
E só de uma vez foi trinta
Que a curva as vidas cepou
Assim ele foi contando
Cada caso que guardou

Sua casa é bem em cima
E dá pra tudo enxergar
Se ele escuta estrondo e grito
Mesma noite vai olhar
Ele desce a ribanceira
Pra conta dele aumentar

Vai com seu caderno e lápis
Lanterna pra clarear
Ajuda até a polícia
As vítimas encontrar
Das contas do Seu Mané
Quem é que vai duvidar

Aluno de faculdade
Que estava quase formando
Casal de noivo abraçado
Padeceram se amassando
E por aí foi Seu Mané
Cada caso detalhando

Teve uma kombi de velhos
Que vinha pro FUNRURAL
Foi feia essa bagaceira
Placa voou no quintal
Ficou foi velho espalhado
Dentro do canavial

Pobrezinhos dos velhinhos
Nem chegaram a aposentar
É que o bicho do chofer
Falava no celular
Matou ele os coitadinhos
E fez o sonho acabar

O Seu Mané tudo anota
Pelo sexo, idade e dia
Os que o destino encontraram
Na curva da melancia
Ele nem sabe o porquê
E de onde vem a mania

Disse que fica ocupado
No tempo do carnaval
Quem vai para Maceió
Fica no canavial
Muita notícia ele dá
Pro povo ver no jornal

Eles bebem tudo em casa
Passam cheios da cachaça
Correm, nem estão ligando
Achando que tudo é graça
Se acabam e nada vêem
Quando o buracão lhe abraça

Ônibus cheio de matuto
Sumindo no sumidouro
Nem dá pra Deus perdoar
Nem se escuta nem o choro
Esses cabras nem percebem
A gente só vê estouro

Até padre vem benzer
Pra esses males espantar
Mas nada disso adianta
E ninguém vai se salvar
Esse é mais um mistério
E a NASA sem explicar

Temos aqui no nordeste
Um triângulo das bermudas
Desafia entendimento
Essas curvas narigudas
Se dirigires pra lá
Seja atento, não te iludas

Olhe pro lado da Usina
Penda para Serra Grande
Tu vai descer essa penha
Pois o Pai do céu é grande
Ele vai te proteger
A lista do velho é grande

Até turista argentino
Foi dançar tango no céu
E sumiu no buracão
Nem comeu sarapatel
Ele faz parte da lista
De quem foi pro beleléu

Perguntei pro Seu Mané
Se algum caso lhe marcou
Ele olhou distante e disse
Que uma menina passou
Ela dirigia o carro
Coitadinha me acenou

Ela sumiu foi no mundo
Pros lados de Ibateguara
Certamente pra ladeira
A menina não olhara
Ela olhou muito pra mim
O dia dela chegara

Teve uma horrível batida
Matando a muitos crentes
Caíram eles e as freiras
E até em tempos recentes
Meninos no mato achavam
Seus crucifixos pingentes

Por último teve um jegue
Ele viajava pra Lage
Vinha lá de Canhotinho
Se encantou com a paisagem
Também não viu o buraco
E pensou que era pastagem
Isto aqui é um alerta

Para o mundo se cuidar
Dirijam com atenção
Pra curva não lhe pegar
Que as mortes na melancia
Cada vez vai aumentar