domingo, 19 de setembro de 2010

Indefinição Marca Eleições em Alagoas

A muito tempo não se via uma situação como esta em Alagoas: 3 candidatos ao governo com fortes chances de se tornar o próximo governador da sofrida Terra dos Marechais.

A tão pouco tempo das eleições 2010 Alagoas vive um situação inusitada, desta vez as campanhas majoritárias para Governador e Senador não têm favoritos e em cada cargo três candidatos têm chances reais de vencer.

teovilela

No governo a disputa está acirrada entre o Senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB), Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT), todos os institutos de pesquisa apontam para empate técnico entre os candidatos.

ronaldolessa

Assim a cartada final pode ser dada pelo TSE, ao julgar a cassação da candidatura de Ronaldo Lessa, enquadrado pelo TRE-AL na Lei do Ficha Limpa e até o momento aguardando julgamento naquele tribunal superior.

collor

Como os ataques da campanha do governador Téo Vilela têm se concentrado na reação aos ataques efetuados por Ronaldo Lessa nos dá a falsa impressão que Téo desconhece a força que Collor tomará se a candidatura de Lessa cair, mas eu pessoalmente acredito que Téo conta na verdade com o fim trágico da candidatura Lessa para direcionar todo seu ataque a Collor, ou tão somente aposta na rejeição que o Senador tem na capital e em menor grau no interior do Estado.

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Outra característica marcante desta campanha é a preferência pelos tucanos de não vincular a imagem de Téo com o candidato a presidente José Serra do seu partido, deixando passar a imagem que Téo também é amigo de Lula, dizem as más línguas em Alagoas que Téo também é Dilma!

O apoio de Lula, ou mesmo a citação deste apoio já foi alvo de interpelações judiciais entre o comando da campanha de Collor e Ronaldo Lessa, o primeiro saindo vitorioso no último julagamento do TSE, que o autorizou a citar Lula no seu jingle de campanha. Há aí duas disputas, uma pelo governo e a outra pela vinculação e apoio de Lula.

O senador Fernando Collor mantém o discurso de reformador do Estado, apontando as falhas do atual governo praticamente isentando ou omitindo qualquer agressão a Lessa, que governou o Estado por 8 anos antes de Teo Vilela, inclusive eleito com apoio de Ronaldo Lessa em 2006. Acredito que os coloridos estão contando com apoio do Lessa num possível segundo turno ou ainda se antes disso sua candidatura seguir o rumo esperado: o indeferimento. Collor promete ainda eliminar com os “bandidecos de merda” que têm assolado o Estado de Alagoas, estratégia semelhante a adotada pela campanha em 1989 a presidência onde adotou o codinome de “Caçador de Marajás”.

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Lessa revive o discurso de aparelhar o Estado, construir mais escolas e hospitais, enfim fortalecer o setor público com mais cargos, concursos e serviços sociais ao cidadão. Sua principal meta é segundo o que diz por aí conduzir o Estado de Alagoas ao desenvolvimento. Não precisamos relembrar como estava o governo de Alagoas ao ser entregue a Lessa e como ele o deixou, é um caso a se pensar.

Infelizmente ao assumir o governo Téo Vilela rompeu com Lessa e revelou uma situação triste nas finanças públicas do Estado de Alagoas, as discrepâncias salariais deixadas por Lessa geraram conflito de interesses entre o atual governador e os servidores públicos estaduais logo no primeiro semestre do governo tucano. Alagoas paga bons salários a algumas classes de servidores enquanto paga miséria a outras, onde existe mais carência de profissionais e a população urge por atendimento.

Téo Vilela adota o discurso natural de quem está no governo, mostrando as obras e realizações, mesmo que os números mostrados a sociedade não sejam tão bons. Admite erros e aponta soluções que poderia tomar caso continue no governo. Alerta para o fato que durante os 8 anos de Lessa só o Picolé Caicó veio até Alagoas enquanto com os 4 anos deles diversas empresas chegaram a Alagoas e o número de postos de trabalho gerado pela sua política já ultrapassa os que Lessa teria gerado, unicamente no setor público em 8 anos de governo.

Mas parece que Téo tem percebido o quanto pecou ao adotar a política do PSDB para o setor público, tanto que pra se recuperar em menos de 3 meses já convocou 900 militares da reserva técnica da PM e do BM, autorizou concurso da CASAL e a seleção mediante PSS/UFAL de 30 cadetes para a Academia de Oficiais da PM de Alagoas, estas duas últimas autorizações saíram na imprensa ontem, antes mesmo dos editais já estarem disponíveis nos sites das organizadoras dos certames. Será que vai colar?

Deu pra entender porque tá tudo quase empatado? O próximo post será sobre os candidatos ao Senado!

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