sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O que queres tu de mim?

Vc se lembra da música antiga, cantada por Altemar Dutra e Waldick Soriano, dentre outros, que interrogava "Que queres tu de mim?", agora nosso povo pergunta aos nobres vereadores lajenses: "Que queres vós de nós?".
As pessoas não imaginam quão lucrativo é assumir um cargo eletivo, e pensam alguns ingênuos que estão dando uma ajuda a "fulano" ou a "sicrano", quando na verdade estão lhes dando poder para saquearem os cofres públicos, garantindo emprego para toda sua família e fechando as oportunidades de emprego para as outras famílias.
Pregam que são bons moços mas na verdade querem ver "o lajense" na miséria, chorando por um prato de comida, por um copo d'agua, e até por um "exame de fezes".
A comida que se vende nas ruas da Laje, os lanches, são jogados as moscas, a saúde pública não vê isso, mas cobra e recebe para colocar aquela plaquinha que diz: "A vigilância sanitária esteve aqui".
Nos supermercados, carnes, peixes, frios são vendidos misturados, como se fossem uma só espécie de produto. Mas os microbiologistas sabem que cada um desses têm suas próprias especificidades, suas próprias bactérias...
O transporte de estudantes para a capital alagoana é feito numa das piores formas: um ônibus pé duro, que se não fosse a perícia do motorista já teria causado acidentes sérios. E ninguém, nenhum vereador, nem da oposição ou da situação, diz nada sobre o assunto, nenhuma interpelação, nenhuma ação para ajudar a prefeitura municipal ou a secretaria municipal de educação rever essa atitude.
Nossa Laje um dia voltará a ser a Princesa das Fronteiras, mas não será por causa deste ou daquele, ou dos governos que virão, tem que partir de nós. Passarmos a exigir um transporte de melhor qualidade, uma regulação pública efetiva das práticas comerciais. Não há culpa neste ou em qualquer outro governo, há sim uma inércia nossa, uma babaquice sem medida que nos faz tão "bestializados" quanto os brasileiros nos primórdios da República!
Estudantes, Comerciantes, Funcionários, Públicos, Lajenses Ausentes e Presentes, precisamos reagir!
Atenção: o autor deste texto não é candidato a nada nas próximas eleições municipais, acredita que aqueles que desejam modificar a realidade dos outros (e não a deles e de seus familiares somente) devem começar com as armas que têm, sendo éticos e tomando iniciativas próprias ou em conjunto.