quinta-feira, 30 de abril de 2009

1º de Maio de 2009, Dia do Trabalhador. Quanta luta! Quanta repressão! Quanta selvageria do Estado fascista aos trabalhadores organizados por melhores condições de salário, de trabalho e de vida. Lutemos unidos trabalhadores!


Reproduzo aqui texto extraído do site Wikipedia sobre o Dia do Trabalho, e também um vídeo do You Tube postado por um internauta com o discurso de 1º de Maio de 1951, com o discurso histórico do Presidente Getúlio Vargas, não um anjo, mas um homem, o qual fez mudanças numca vistas neste país no que diz respeito à proteção do trabalhador, tanto no âmbito trabalhista quanto previdenciário.

"Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiram que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.
Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares."
E então, vamos criticar este texto? Aguardo os comentários!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Estamos a 1 Ano Sem Fernando Galvão de Pontes


Hoje, dia 29 de Abril de 2009 faz 1 ano que nosso amigo e historiador Fernando Galvão de Pontes nos deixou e foi repousar na Santa Paz do Senhor!


Em 29 de Abril de 2009 fui recebido na casa de meus pais com a triste notícia que o "Seu Fernando" havia falecido, fiquei surpreso. Havia tomado 1 cerveja com ele uns 3 meses atrás, estava em companhia de sua irmã e de uma prima dele que estava de férias, oriunda de Santa Catarina.
Naquele dia, no Restaurante O Predileto, estávamos nos despedindo, ele estava animado com a proximidade da Festa de São José e disse-me que viria sem falta a Procissão de São José, soube depois que realmente veio, ele era muito religioso.
Este cidadão lajense, católico, devoto de Pe. Cícero do Juazeiro do Norte, reuniu em sua biografia o que há de mais legítimo em termos de cidadão nordestino.
Era Farmaceutico, o Drº Fernando Pontes, como era respeitosamente chamado em nossa cidade.

Deixou algo para São José da Laje que numca se apagará, não é como as obras que os prefeitos que passam deixam e outros vêm e fazem maiores e mais belas. Sua contribuição como cidadão foi para nossa existência como cidadãos com História e com possibilidade de conhecê-la.

Influenciou-me fortemente. Desde que o conheci quando criança no inicio da década de 80, em casa de meus avós maternos, onde Seu Fernando ia aos sábados comprar Beijú e Tapioca a minha falecida avó, Antônia. Hoje sou formado em História pela Universidade Federal de Alagoas e contei muito com o incentivo do amigo Fernando Pontes. Na Academia de História intermediei contatos dele com alguns de meus colegas, e recebia-os como verdadeiros amigos, a conversarem sobre a História de Maceió e de Alagoas como se estivessem a anos dentro do mesmo ciclo de amizades, Seu Fernando contribuiu para uns 4 TCC's de História entre os anos de 2005 e 2006 de alunos da UFAL formados nestes anos.

O que Fernando Galvão de Pontes fez é pra ser complementado, como disse-me ele, por mim, por Silvana Mendes, por outros tantos estudantes de História filhos desta São José da Laje, e será, pode crer!

Hoje quem digitar seu nome no Google vai econtrar 3 páginas com referências suas, seja falando da sua pessoa ou da Biblioteca Pública que leva seu nome aqui na Laje, ou ainda de sua passagem pelo Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.
Mais tarde trabalhou na Legião da Boa Vontade - LBA, onde encerrou suas atividades como servidor público estadual.
Contava-me "Seu Fernando" ou "Drº Fernando", que começara a pesquisar a História de São José da Laje após ter sido vítima de um câncer na década de 70, e durante o tratamento que restabeleceu sua saúde refletiu e leu bastante, iniciando aí seu desejo de deixar para as futuras gerações seu conhecimentos sobre nossa cidade.
Um homem do interior, "estudado", Doutor, como dizemos aqui no interior, estudar a história de nossa Laje foi um honra para nós. Ele poderia ter aprofundado-se mais na ciência da qual era formado mas resignou-se em deixar para a posteridade a História e as Estórias do lugar onde nasceu e viveu a maior parte de sua vida, de onde sobrevinham seus laços de cidadania, nossa São José da Laje.
E não fez isso sozinho, com alegria e zelo falava de seus escritos a todos que pudessem ouvir, quando era solicitado numca recusava-se a participar de solenidades e eventos, como este da foto, o desfile de 7 Setembro de 2006.
Seu Fernando era lajense de alma e coração!

A obra de Fernando Galvão de Pontes não terá igual na História de São José da Laje, é a partir de seus estudos que serão desenvolvidos os demais sobre nosso povo e nossa História.
Seu Fernando fez muito pela memória histórica de São José da Laje, cabe a nós que ficamos homenageá-lo e continuar sua missão, afinal a Históra do lugar onde vivemos é um livro onde nós todos podemos escrever, com nossas experiências e nossas impressões, e que sejamos todos inspirados pelas sua coragem e determinação.
Atualmente existem em homenagem a sua pessoa a Escola Municipal Fernando Galvão de Pontes e a Biblioteca Municipal Fernando Galvão de Pontes, mas em 28 de julho de 2009 será erguido o Memorial Fernando Galvão de Pontes, um projeto da atual Secretária de Educação, a Pedagoga Ana Aparecida Pimentel e que será realizado pelo Senhor Márcio Lyra, Prefeito Municipal de São José da Laje.
Quanto ao projeto, digo: Será um marco a preservação de nossa cultura e de nossa História! A Secretaria de Educação de São José da Laje está de parabéns!